Esse fator é também algo muito pessoal (já deu pra perceber que o Caminho de Santiago é todo ‘personalizado’ não é mesmo?). Depende de quanto luxo você quer e do que você está disposto a abrir mão. Tem de tudo, desde gente que faz o Caminho com ZERO ‘dinheiros’ até gente que só come em restaurantes e se hospeda em quartos privados de hotéis.

 

O Caminho é uma chance de exercitarmos um pouco o desapego e deixarmos os luxos para outros tipos de férias. Nos albergues temos a oportunidade de conhecer peregrinos de várias partes do mundo, com culturas e histórias diferentes. Podemos cozinhar juntos e partilhar a comida e o vinho. E são justamente esses momentos de troca que enriquecem muito a experiência do Caminho de Santiago.

 

Para uma peregrinação que eu chamo de ‘moderada’ ( = se hospedando sempre em albergues ~municipais ou não~, comendo de vez em quando em restaurantes, mas na maioria das vezes comprando comida no supermercado, cozinhando e tomando café-da-manhã nos albergues, tomando algum café na rua ao longo do dia), uma conta boa é

Estimativa de gastos

DINHEIRO

Evite trocar dinheiro nas casas de cambio dos aeroportos - normalmente são mais caras.

Lembre-se de desbloquear os seus cartões para uso internacional.

 

Planeje - Antes do Caminho de Santiago
Como levar/sacar dinheiro?

Levar dinheiro do Brasil? Sacar na Europa? Caminhar com todo o dinheiro? Aceita cartão?

O que é mais econômico?

 

Nas cidades e estabelecimentos maiores é possível fazer os pagamentos com cartão de crédito, mas a maioria dos albergues e pequenos comércios da Espanha só aceitam dinheiro. Apesar disso, por motivos óbvios (perda e roubo), se você vai caminhar por várias semanas, não é aconselhável carregar todo o dinheiro no bolso.

 

Existem caixas eletrônicos para sacar dinheiro em muitas cidades ao longo do Caminho, então você não precisa carregar tudo de uma vez. Você pode, por exemplo, carregar dinheiro suficiente para uma semana ou que dure até a próxima cidade grande, onde certamente você poderá sacar mais.

 

Não existe uma solução perfeita-prática-e-mais-econômica para a organização com relação ao dinheiro. Acho que o ideal seria fazer uma mistura entre as opções disponíveis:

 

- Levar dinheiro em espécie: não é a melhor opção como fonte única para uma viagem longa.

- Sacar no cartão de débito

- Sacar no cartão de crédito

- Usar um cartão recarregável (Visa Travel Money): você pode fazer pelo próprio banco ou por uma casa de câmbio. Eu já tive muitos problemas com esse tipo de cartão (várias máquinas engoliram o meu cartão e não devolverem - acho que a chance disso acontecer é menor se o cartão possuir um chip). E atualmente com as taxas de IOF mais elevadas para esse tipo cartão, não vale tanto a pena. Apesar disso, considero uma boa opção para ter como reserva no caso de alguma emergência ou problema com o cartão do banco.

 

Ao fazer a sua escolha, verifique:

- os valores de câmbio

- o valor do imposto (IOF)

- as taxas do seu banco

- os seus limites para saques e compras no exterior

- as taxas de saque, recarga e venda dos cartões recarregáveis

 

A soma destes fatores pode fazer uma diferença na conta final.

Para uma explicação mais detalhada sobre as diferentes formas de levar dinheiro em uma viagem internacional, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma, dá uma olhada nesse artigo do blog Viaje na Viagem.

Os albergues custam entre 5 e 12 euros. Talvez até sobre um pouco dessa quantia. Você não vai viver no luxo, mas vai poder se dar de presente aquele croissant e um cappuccino num dia chuvoso.

 

Esse é o valor médio para fazer o Caminho Francês. Se você fizer outra rota (menos popular), considere gastar um pouco mais por dia (35 euros).

 

Para um cálculo do valor total, some a essa quantia o valor da passagem de avião e dos transportes dentro da Espanha, além do seguro-saúde (recomendável e obrigatório para a entrada na maioria dos países da Europa).

30 euros por dia